SINAL DE GUERRA – OFENSA AOS MUÇULMANOS, ALERTA ALIADO AMERICANO

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Qualquer decisão tomada pelos Estados Unidos em relação ao status de Jerusalém antes de que uma solução completa seja alcançada no que diz respeito ao conflito entre israelenses e palestinos prejudicará as conversações de paz, disse o rei saudita Salman Bin Abdulaziz Al Saud nesta terça-feira.
A opinião do monarca da Arábia Saudita foi compartilhada em conversas telefônicas com o presidente dos EUA, Donald Trump.

A Casa Branca disse que Trump, em telefonemas separados na terça-feira, falou com os líderes de cinco nações do Oriente Médio — a saber, Israel, a Autoridade Palestina, Jordânia, Egito e Arábia Saudita — sobre a possibilidade de deslocar a embaixada dos EUA em Israel de Tel Aviv para Jerusalém.

“Qualquer decisão dos Estados Unidos sobre o status de Jerusalém antes do acordo final irá prejudicar as conversações de paz e aumentar as tensões na região. A Arábia Saudita apoiou e continua a apoiar o povo palestino e defender seus direitos históricos”, disse o rei saudita por telefone, como citado pelo Ministério de Relações Exteriores do país.

O monarca saudita alertou que “este passo perigoso provocará os sentimentos dos muçulmanos em todo o mundo, para quem a importância de Jerusalém e da Mesquita Al-Aqsa é enorme”.

Na segunda-feira, o vice-secretário de imprensa da Casa Branca, Hogan Gidley, disse que Trump decidirá nos próximos dias se deseja assinar uma renúncia para atrasar a mudança da embaixada dos EUA de Tel Aviv para Jerusalém.

O lado palestino, entre vários países do Oriente Médio, advertiu que o movimento pode levar à escalada do conflito entre israelenses e palestinos, e desestabilizar a situação na região, enquanto o presidente turco, Tayyip Recep Erdogan, ameaçou cortar os laços com Israel.

Em 1995, o Congresso dos EUA aprovou uma lei sobre a transferência da embaixada em Israel de Tel Aviv para Jerusalém. Mas, devido ao status disputado da cidade e à sensibilidade deste problema às relações com o mundo árabe-muçulmano, todos os presidentes dos EUA, incluindo o Trump, assinam um documento a cada seis meses que adia a implementação desta decisão.